Manaus — A suspensão do concurso da Polícia Militar do Amazonas nesta quarta-feira (2) causou revolta nos mais de 111 mil inscritos para o certame. Isto porque se trata de uma decisão súbita tomada exatamente 52 horas antes do exame.

Independente de os motivos para a decisão serem ou não pertinentes, o conselheiro do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) Ari Moutinho Júnior não pesou as adversidades que uma suspensão a essa altura pode acarretar: muitos candidatos vieram de fora do estado, tiveram custos com hospedagens, deslocaram-se para municípios do interior, e de repente receberam a infeliz notícia de que toda a logística articulada para participar do concurso foi por água abaixo, levando a diversos prejuízos financeiros.

Para além do aspecto econômico envolvido, a repentinidade da decisão tem o poder de interferir negativamente no psicológico dos candidatos, visto que demanda uma preparação inclusive do estado mental para a realização da prova.

Dessa forma, a principal crítica direcionada a Ari Moutinho Júnior é o conselheiro ter tido tempo para analisar as incongruências do edital e ainda assim, em uma decisão que sequer envolveu outros conselheiros, suspender de forma instantânea o concurso e prejudicar milhares de concorrentes ao certame.

A esperança é que a decisão, considerada monocrática, seja revogada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas e não resulte em maiores prejuízos aos inscritos.

Fonte: Portal CM7

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