Amazonas – Na história da política amazonense, existiu um político que se apresentou como o verdadeiro defensor do Estado. Em alguns momentos chegou a ser considerado um exemplo no Congresso Nacional como quando ameaçou dar uma surra no ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, mas tudo não passava de uma farsa. Arthur Virgílio Neto conseguiu se queimar com o povo que tanto lhe acolheu, e atualmente é acusado pelo Ministério Público de improbidade administrativo no ”Caso Flávio”.

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Seguindo os passos do pai, Arthur entrou no ramo político em 1978 para concorrer ao cargo de deputado federal pelo MDB, no entanto não obteve êxito na disputa eleitoral, sendo eleito para o cargo somente em 1982 pelo PMDB. Arthur Virgílio Neto além de político, é diplomata e pela primeira vez ocupou a cadeira de prefeito de Manaus em 1988.

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Durante sua trajetória na política, Arthur conseguiu ludibriar o povo e usufruir do dinheiro público. Em 44 anos de vida política, ele já exerceu cerca de 10 mandatos para os mais diversos cargos de autoridade, como deputado federal, senador e prefeito.

Todo esse histórico de poder fez com que o ex-prefeito se sentisse acima da lei, fazendo jus ao ditado: ”Quer conhecer um homem? Dê poder a ele!”. Nesse aspecto, Arthur é acusado de ter acobertado o enteado em um assassinato, tudo para provar seu amor à sua esposa, Elisabeth Valeiko Ribeiro.

O assassinato do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, ocorreu no dia 29 de setembro de 2019 após uma festa na casa de Alejandro Molina Valeiko, filho de Elisabeth Valeiko e enteado de Arthur. A polícia conta que um grupo de amigos estava na casa de Alejandro bebendo e usando drogas quando houve uma discussão e em seguida agressões com facas, onde o engenheiro foi esfaqueado e morreu. O corpo de Flávio foi encontrado nas proximidades da casa de Alejandro.

O ”Caso Flávio” tomou repercussão nacional e Arthur interviu, pois de acordo com as investigações foi constatado que o policial militar, Elizeu da Paz, que estava lotado na Casa Militar da Prefeitura de Manaus, seria segurança pessoal de Alejandro e estaria dirigindo um carro alugado pela Prefeitura de Manaus. Além deste ponto escandaloso, o ex-prefeito ainda é acusado de usar sua influencia na sociedade para calar a imprensa e fazer juízes desistirem do caso, tudo para que a justiça nunca seja feita.

Prova disso é que Alejandro cumpriu prisão temporária e logo foi liberado para ser monitorado por tornozeleira eletrônica, enquanto familiares de Flávio até hoje choram o luto. O Ministério Público do Amazonas (MP-AM) até hoje continua investigando o caso.

No entanto, este tá longe de ser o único escândalo que envolve a família de Arthur, pois o mesmo já se envolveu com uma empregada doméstica e negou até a paternidade de um suposto filho.

Fábio Rogerio Trindade Vieira, de 36 anos, moveu durante anos várias ações requerendo exames de DNA para que Arthur Neto reconhecesse a paternidade. A mãe de Fábio, dona Ivanilde Ramos de Oliveira, teria trabalhado como empregada doméstica na casa dos pais de Arthur, onde acabou tendo um caso onde o rapaz nasceu fruto deste relacionamento casual.

Após ter sofrido durante toda a vida com a frustração de ser negado pelo próprio pai, Fábio que vivia em uma casa humilde acabou cometendo suicídio e deixando a esposa e cinco filhos.

Ainda esta semana, publicaremos um vídeo sobre o caso de Fábio.

Na humilde residência: Fábio, a esposa e dois de seus filhos

Créditos: Portal CM7

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